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Material vencido para implantes estéticos é apreendido pela polícia

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 Material vencido para implantes estéticos é apreendido pela polícia
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Policiais da Delegacia do Consumidor (Decon) encontraram nesta quarta-feira (1º) cerca de 200 caixas de metacril (polimetilmetacrilato, também conhecido pela sigla PMMA), silicone industrial e anestésico em um salão de beleza em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A dona do salão, Fernanda Silva de Almeida, foi detida e levada para a sede da Decon.

Segundo o G1 Rio de Janeiro, o metacril encontrado estava vencido. A Polícia Civil suspeita que no local eram realizados procedimentos estéticos em mulheres.

Fernanda Silva de Almeida, 39, já tinha cinco anotações criminais de acordo com a Polícia Civil. Em 2014, ela foi autuada no crime contra ordem tributária, por portar produtos fora da validade. Em 2016, respondeu uma investigação sobre injúria. Por fim, em 2017 ela respondeu por exercício ilegal da medicina, ameaça e novamente por portar produtos fora da validade.

Ela disse em depoimento que trabalha no Hospital Federal dos Servidores como auxiliar de enfermagem. Mas em seu salão de beleza, foram encontrados equipamentos cirúrgicos do Hospital Municipal Pedro II. A Decon irá investigar como ela teve acesso a esse material.

“Ela é conhecida como Fernanda Enfermeira. No salão dela, tinha medicamentos impróprios para consumo com vencimento desde janeiro até semana passada. Ela vai responder por exercício irregular da medicina, crime de produto vencido, falsidade material tendo em vista os receituários médicos encontrados com assinatura de um médico sem estarem devidamente preenchidos e receptação qualificada tendo em vista que tinha no salão equipamentos cirúrgicos provenientes do Hospital Pedro II”, disse a delegada da Decon, Daniela Terra.

A apreensão ocorre em um momento onde ocorrem diversos diferentes casos envolvendo a morte de mulheres devido a aplicações do material, como da bancária Lilian Calixto, a modelo Mayara Silva dos Santos e a prisão de personagens como Mariana Batista de Miranda, acusada de matar Fátima Santos de Oliveira.

Durante a ação, o gerente do estabelecimento foi detido e o local interditado, já que funcionava sem alvará. O homem, que não foi identificado até a publicação desta reportagem, estava sendo conduzido para a delegacia para prestar esclarecimentos.

 

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