"O autor, em seu interrogatório, confessou o crime e se encontra preso à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia", disse o delegado Eduardo Fabbro, em vídeo divulgado à imprensa. O delegado informou que a prisão ocorreu no âmbito da Operação Fenrir, que busca reprimir crimes praticados na internet, e está sendo coordenada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos - DRCC do DF, da qual Fabbro é titular.
"O homem foi preso em Santa Maria, em flagrante, pelo crime de vilipêndio a cadáver, que pode resultar em uma pena de um a três anos de prisão, mais multa", afirmou Fabbro.
Segundo ele, o acusado ainda divulgou, por meio do Twitter, fotos e vídeos do corpo de duas outras celebridades, Cristiano Araújo e Gabriel Diniz. Eles também morreram em acidentes.
Diz a nota da Polícia Civil do DF: "As imagens foram obtidas de forma ilegal e distribuídas de forma indiscriminada na internet. Nesta etapa da operação, foi cumprido, por determinação judicial, um mandado de busca e apreensão, resultando na prisão em flagrante de um homem, de 22 anos, que utilizou o Twitter para difundir as imagens dos artistas. No Brasil, a pena para quem pratica o crime de vilipêndio de cadáver pode ser de detenção de 1 (um) a 3 (três) anos e pagamento de multa, prevista no art. 212 do Código Penal".
Questionada no início da noite se o acusado é o único envolvido no caso e se a investigação já ocorria antes do vazamento de fotos do corpo de Marília Mendonça, ocorrido na última quinta-feira, dia 13, a Polícia Civil do Distrito Federal ainda não retornou ao Estadão. A instituição também foi questionada se a operação tem alguma relação com a investigação que existe em Minas Gerais, mas ainda não houve resposta.
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais (PC-MG) informou que tomou conhecimento da operação deflagrada hoje pela Polícia Civil do Distrito Federal, "que resultou na identificação de administradores de perfis em redes sociais que divulgaram fotos e vídeos de corpos de artistas, entre eles o da cantora Marília Mendonça".
"A PC-MG esclarece também já identificou perfis que compartilharam as fotos e segue investigando, por meio da Corregedoria-Geral de Polícia Civil, a responsabilidade pelo vazamento das fotos do laudo de necropsia da cantora. A PC-MG já está em contato com a PCDF para apurar possível vinculação entre os fatos."
Após o vazamento, a família da cantora criou um canal para receber denúncias sobre pessoas que compartilharam fotos da autópsia do corpo da artista. A mãe de Marília, Ruth Moreira, e o irmão da cantora, João Gustavo, pediram que as pessoas enviem prints e informações sobre pessoas que compartilharam o material pelo email [email protected].
João Gustavo fez um apelo emocionado na internet, na semana passada: "Estou revivendo tudo que passei, estou mal e completamente arrasado, peço que colaborem denunciando esses monstros que não têm nenhuma empatia pelo próximo! A justiça será feita da forma correta".

