Marcelo Fernando Pinheiro da Veiga, mais conhecido como Marcelo Piloto, virou réu no processo que apura a morte de uma garota de programa de 18 anos, que teria ocorrido em novembro do ano passado, no Paraguai. A jovem foi morta a facadas dentro de uma cela de visita íntima onde estava com Piloto.
Lidia Meza Burgos foi golpeada com uma faca de serra mais de 16 vezes, afirma a perícia. Ela chegou a ser socorrida pelo guarda que ouviu seus gritos, mas não resistiu.

O Ministério Público Federal (MPF) aponta que Marcelo cometeu o crime para tentar escapar de um extradição para o Brasil. Aqui ele tem uma ficha criminal extensa com condenação que ultrapassa aos 38 anos de prisão. Entre os crimes estão chefiar o tráfico de drogas em Manguinhos, traficar armas, roubar e matar vítima e outros.
Com a ajuda de membros da facção Comando Vermelho (CV), ele conseguiu fugir e se escondia há anos no Paraguai, onde se tornou o maior fornecedor de armas da facção no Brasil.
Capturado no país vizinho, ele achou que ao matar Lidia, permaneceria no presídio local, mas seu plano teve o efeito contrário e ele foi expulso pelo presidente. No dia seguinte já estava no Brasil e permanece preso no unidade de segurança máxima em Catanduvas, no Paraná.




