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Maia diz esperar que julgamento de Lula seja isento

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BRASÍLIA — O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse esperar que o TRF-4 faça um julgamento "transparente e com isenção" do ex-presidente Lula. Maia lembrou que sempre foi adversário de Lula, mas ressaltou que tem "preocupação com pressões" de natureza política sobre julgamentos. Para ele, não contribuem debates públicos sobre datas de julgamentos.

— Um julgamento de qualquer cidadão não pode ter interferência política, tem que ser uma decisão da Justiça de pautar. Se eles estão confortáveis com a decisão pautar de dia 24, se não isso tem interferência política no julgamento, se o presidente Lula vai ter, como sabemos que terá, um julgamento transparente e isento, tudo bem. O que tenho muita preocupação é que pressões mobilizem o Judiciário. Fico preocupado às vezes com pressão — afirmou.

De acordo com o presidente da Câmara afirmou que é preciso aguardar o julgamento, mas garantiu acreditar que a atuação dos desembargadores será isenta:

— Não gosto de ver a discussão da data de julgamento de qualquer pessoa na imprensa: vai ser dia 24, 15 de março. Agora, já está marcado. Essa discussão me parece que se faz desnecessária da parte da sociedade que é contra o presidente Lula. Sou adversário do presidente Lula, e sempre fui, fui oposição desde o primeiro dia do governo dele e até o último do governo da presidente Dilma, e o que espero só é que o julgamento tenha isenção. E tenho certeza de que os desembargadores do TRF tenham isenção para julgar o presidente Lula de forma correta, e a data que eles marcaram, vamos aguardar o julgamento — avaliou.

Já o líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), disse que a decisão do TRF-4 de fazer o julgamento durante o recesso do Judiciário é claramente uma interferência política.

— É um absurdo. Isso demonstra que os juízes não têm nenhum pudor para suspender o recesso e marcar o julgamento. É óbvio que tem uma atuação política do Tribunal — disse Zarattini.

O vice-líder do governo e do PMDB na Câmara, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), comemorou.

— Toda a nação espera (por esse julgamento). O Brasil vai parar e espero que Lula seja recolhido para a cadeia — disse Perondi.

Futuro ministro, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) não comentou a decisão, dizendo que era uma atribuição do Judiciário:

— Essa é uma questão da Justiça — disse Marun.

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