Sônia Fátima Moura, mãe de Eliza Samúdio, divulgou, nesta quinta-feira (17), imagem dos pertences da filha, que recebeu 15 anos após o assassinato. O goleiro Bruno Fernandes, que está em regime semiaberto desde 2018, foi condenado a 22 anos e três meses de prisão por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado do filho que teve com Eliza.
Eliza foi assassinada aos 25 anos e seus restos mortais nunca foram encontrados. Sônia divulgou uma imagem que mostra alguns itens que pertenciam à filha, entre eles um par de sapatos, um óculos e uma fotografia queimada.
"Depois de 15 anos de espera, na esperança de encontrar seus restos mortais, o que a justiça me devolveu são esses objetos da Eliza, ter esses objetos em minhas mãos é como se o tempo não tivesse passado, a dor continua é tão intensa, tão crua. Tenho vivo em minha memória cada gesto seu. Esses objetos são como um pedaço do seu, um pedaço de mim, é difícil acreditar que vc se foi há tanto tempo, e de uma forma tão cruel e covarde.", diz trecho da publicação.
“A dor da partida de quem amamos é uma ferida que nunca fecha completamente, é como se uma parte de nós tivesse sido arrancada, deixando um vazio que ecoa em cada momento, a saudade é uma presença constante uma sombra que me acompanha em cada passo meu, mas foi nessa dor que encontrei forças para seguir, a dor nunca vai embora eu aprendi viver com ela e carrego comigo as suas melhores lembranças. Bruninho está crescendo e realizando os sonhos de vcs, e é como se vc Eliza estivesse viva, sorrindo para ele, ver ele alcançar os objetivos que você tanto queria é um consolo para dor que sinto, é como se parte de vc estivesse viva no Bruninho e isso me dá forças para seguir, Bruninho é a continuidade da sua história, isso me enche de orgulho e esperança por saber que nem todos os seus sonhos morreram com vc, mas que irão ser realizados pelo seu filho e isso é um presente precioso para mim.", escreveu.
Eliza desapareceu em 2010, e três anos depois Bruno foi considerado culpado pelo assassinato, com uma pena de 22 anos e três meses de prisão. O corpo de Eliza nunca foi localizado, mas em janeiro de 2013 a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do Tribunal do Júri de Contagem, na Grande BH, determinou a expedição da certidão de óbito.




