O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), indicou que não dará sequência ao 'super pedido' de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro, que foi protocolado nesta quarta-feira (30) reunindo 120 ações em um só processo, com mais de 20 tipos de acusações contra o presidente.
Ao deixar a Câmara, o aliado do governo ironizou a CPI da Covid. Ele foi questionado se analisaria ou rejeitaria o superpedido. “Não será feito agora, né. Tem que esperar.”
“O que houve nesse superpedido? Uma compilação de tudo o que já existia nos outros e esses depoimentos. Depoimentos quem tem que apurar é a CPI. É para isso que ela existe. Então ao final dela a gente se posiciona aqui, porque na realidade o impeachment como ação política a gente não faz com discurso, a gente faz com materialidade.”, disse.
Ele afirmou que antes do pedido apresentado hoje (30), ainda “tem 120 na fila”. Em seguida, perguntado se esperaria a CPI terminar, ironizou: "Vou esperar a CPI, está fazendo um belíssimo trabalho, bem imparcial."
No texto protocolado nesta quarta, os autores da ação acusam o presidente de crimes de responsabilidade contra o livre exercício dos Poderes legislativo e judiciário e dos poderes constitucionais dos Estados, crimes contra o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais, contra a segurança interna e contra a probidade na administração, entre outros.
O contrato bilionário com a Covaxin, suspeito de irregularidades, é citado na peça, que deixou de fora o novo escândalo envolvendo pedido de propina em cima de doses de vacina da AstraZeneca.



