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Lava-jato: Espanha nega extradição do advogado Rodrigo Tacla Duran

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SÃO PAULO - Apontado pela Lava-Jato como operador de propinas, Rodrigo Tacla Duran será julgado na Espanha depois que um tribunal superior do país rejeitou o pedido de extradição feito para que voltasse ao Brasil. Duran, que tem nacionalidade espanhola, foi alvo da , denominada “Dragão”, em novembro do ano passado. Ele no dia 18 de novembro sob a acusação de integrar o Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, que ficou conhecido como o “departamento da propina”.

O advogado teria faturado R$ 61 milhões, entre 2011 e 2013, atuando como operador. Deste total, R$ 54,1 milhões foram pagos por empresas que tiveram contratos com a administração pública. Segundo o Ministério Público Federal, ele controlava mais de 12 contas offshores que receberam milhões de dólares de diversas fornecedoras da administração pública.

No Brasil, suas empresas fecharam contratos que alcançam pelo menos R$ 97 milhões com empresas como Mendes Junior, UTC, SP Paulista, EIT Engenharia, EIT - Empresa Industrial Técnica. Ele também recebeu valores de outros operadores, como Adir Assad e Júlio Camargo.

Como tem nacionalidade brasileira e espanhola, Duran recorreu à Justiça da Espanha para continuar no país. Ele chegou a alegar que corria risco de vida se fosse preso no Brasil. Em fevereiro, . Entretanto, no despacho, os magistrados que autorizaram a extradição afirmaram que não há provas dessas ameaças.

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