A defesa do tenente-coronel do Exército Rafael Martins de Oliveira, preso desde 19 de novembro, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação de sua prisão preventiva e o retorno à prisão domiciliar. Oliveira, membro das Forças Especiais, é acusado de participar de um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, com o objetivo de impedir a posse da chapa Lula-Alckmin.
A operação da Polícia Federal que resultou em sua prisão foi parte de uma investigação sobre uma tentativa de golpe de Estado. A defesa do militar argumenta que não há novos fatos que justifiquem a manutenção de sua prisão e afirma que outros envolvidos na trama golpista estão em liberdade. Eles pedem o retorno da prisão domiciliar, medida que o militar cumpria antes de ser novamente detido.
Oliveira faz parte de um grupo conhecido como "Copa 2022", e a Polícia Federal o identifica como um dos membros que, por meio de mensagens, planejava o assassinato das autoridades citadas. A acusação inclui também o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi indiciado como um dos líderes da estrutura investigada, mas continua em liberdade.

