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Kátia Abreu diz que foi expulsa do PMDB por não aceitar benesses do governo

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BRASÍLIA — A senadora Kátia Abreu (Sem partido-TO) divulgou uma nota, na noite desta quinta-feira, rebatendo sua expulsão do PMDB. Kátia atacar o comando do partido e os integrantes da comissão de 'ética' e ressaltando que já fizeram parte da legenda políticos como Ulysses Guimarães e Tancredo Neves.

A senadora, que foi uma das ministras mais próximas da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), disse que foi expulsa por não ter feito concessão à ética na política, por defender posições que desagradam ao governo e poque “ousou” dizer não a cargos, privilégios ou regalias do poder. Na nota, ela se refere a comissão de ética do partido sempre entre aspas.

Kátia Abreu ainda desafiou a mesma comissão a abrir processo contra membros do partido presos “por corrupção e crimes contra o país”. Entre os peemedebistas que estão presos, estão o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e o ex-governador do Rio Sérgio Cabral.

Leia a nota na íntegra:

“A comissão de "ética" do PMDB decidiu pela minha expulsão do partido de Ulysses Guimarães e Tancredo Neves.

Fui expulsa exatamente por não ter feito concessão à ética na política. Fui expulsa por defender posições que desagradam ao governo. Fui expulsa pois ousei dizer não a cargos, privilégios ou regalias do poder.

A mesma comissão de "ética" não ousou abrir processo contra membros do partido presos por corrupção e crimes contra o país.

Fiquei no PMDB e não saí como queriam. Fiquei e lutei pela independência de ideias e por acreditar que um partido deve ser um espaço plural de debates. A democracia não aceita a opressão.

Hoje os membros da comissão de "ética" imprimiram na história do partido que lutou contra a ditadura a mácula do sectarismo e da falta de liberdade.

Ficarei sem partido e vou conversar com a população do Tocantins e com as lideranças políticas sérias do país antes de decidir o que será melhor para meu Estado e o Brasil.

Sigo na luta política. Sigo com Ética. Sigo sem medo e firme nos meus propósitos, pois respeito minha família, respeito o povo do Tocantins e do Brasil, que ainda acreditam que esse país pode ser melhor.”

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