SÃO PAULO - O juiz Ronaldo Sério Moreira da Silva, do Tribunal de Justiça de São Paulo, concedeu neste domingo, em caráter liminar, o restabelecimento da prisão domiciliar ao ex-médico Roger Abdelmassih. Na sexta-feira passada, a juíza Sueli Zeraik Armani, da 1ª Vara de Execuções Criminais, de Taubaté, havia decidido que o médico voltasse ao presídio pela falta de tornozeleira eletrônica pata monitorá-lo.
Abdelmassih está internado num hospital particular da capital paulista fazendo tratamento para combater uma infecção.
Na decisão deste domingo, o juiz determinou que o ex-médico deve permanecer em sua residência, a qualquer hora do dia ou da noite, exceto para tratamento médico e hospitalar ou com prévia autorização judicial.
"Também deve comunicar imediatamente ao juízo eventual alteração de endereço e não se ausentar do país ou do município onde reside em prévia utrozação judoicial", diz o despacho do desembargador Ronaldo Sérgio.
A tornozeleira de Abdelmassih será retirada porque o governo de São Paulo rompeu o contrato com a empresa fornecedora, após a constatação de uma série de falhas nos aparelhos.
Condenado a 181 anos de prisão por 48 estupros de 37 pacientes, que recorreram a ele para se submeter a tratamentos de fertilização, Abdelmassih permaneceu por uma semana em casa, na Zona Oeste da cidade. Uma decisão anterior havia autorizado o cumprimento da prisão em regime domiciliar, mediante monitoramento eletrônico.
O ex-médico segue internado no hospital Albert Einstein, na zona sul da cidade e não há previsão de alta até o momento.

