Foi marcado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, o julgamento para a próxima quinta-feira, sobre o depoimento presidente Jair Bolsonaro à Polícia Federal. Um inquérito apura se o presidente tentou interferir politicamente na Polícia Federal.
A inclusão na pauta foi feita a pedido do ministro Celso de Mello, que é o relator da ação na Corte. Depois de 31 anos de atuação no Supremo, esta será a última sessão plenária do ministro. Na próxima terça-feira, dia 13, Celso de Mello vai se aposentar.
O depoimento do presidente seria tomado presencialmente, mas a Advocacia-Geral da União recorreu. Isso porque nas duas vezes em que o ex-presidente Michel Temer precisou prestar esclarecimentos, fez isso por escrito. O pedido é para que Bolsonaro tenha o mesmo direito.
O julgamento da ação da AGU começou no plenário virtual, que é uma plataforma online em que cada ministro envia seu voto. E o relator Celso de Mello pediu que a causa fosse levada ao plenário físico da Corte.
Também nessa segunda-feira, ele autorizou a Polícia Federal a prorrogar por mais 30 dias o prazo de conclusão dessa investigação. Este inquérito foi instaurado a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, para apurar se Sergio Moro disse a verdade sobre a conduta de Bolsonaro.


