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Juíza mantém Enem, mas diz que autoridades locais podem impedir exames

Juíza mantém Enem, mas diz que autoridades locais podem impedir exames
Juíza mantém Enem, mas diz que autoridades locais podem impedir exames

A Justiça Federal decidiu manter a realização das provas do Enem em todo o país. A Defensoria Pública da União havia pedido na última sexta-feira (7), o adiamento das provas devido ao avanço da pandemia que deixa vários estados em situação de emergência.

Mesmo assim, a juíza Marisa Claudia Gonçalvez Cucio, da 12ª Vara Cível Federal de São Paulo, considerou que o Inep está tomando todas as medidas preventivas necessárias para a realização do exame e que, portanto, ele deve acontecer, uma vez que já foi adiado no fim do ano passado.

Marisa considerou ainda que nas cidades em que a pandemia é mais grave, são autoridades locais quem deve decidir se permitem ou não a aplicação das provas:

"A situação da pandemia em uma cidade pode ser mais ou menos grave do que em outra e as peculiaridades regionais ou municipais devem ser analisadas caso a caso, cabendo a decisão às autoridades sanitárias locais, que podem e devem interferir na aplicação das provas do ENEM se nessas localizações específicas sua realização implicar em um risco efetivo de aumento de casos da Covid-19", explica a juíza.

Segundo o levantamento do número de candidatos inscritos, o exame deve contar com a participação de 5,78 milhões de candidatos. A preocupação é que a circulação tão intensa de pessoas nos mesmos dias (17 e 24 de janeiro), leve a propagação do vírus em massa. 

Pelo menos 45 instituições moveram ação conjunta junto à Defensoria para tentar o adiamento do exame. Entre os estados mais atingidos pela segunda onda da pandemia, o Amazonas é o que tem a situação mais grave. O estado está na fase roxa, a mais crítica da pandemia.

 

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