O empresário Eike Batista foi condenado nessa quinta-feira (11), a 11 anos e 8 meses de prisão e pagamento de R$ 871 milhões de multa. A sentença é referente aos crimes de manipulação de mercado de capitais e uso de informação privilegiada.
Segundo a Justiça, Batista usava informações não divulgadas no mercado para valorizar as ações da petroleira OGX, que pertence a ele e assim adquiria vantagens indevidas. Ele também usava informações falsas para ludibriar investidores e induzi-los ao erro quanto ao preço das ações.
Para a juíza Rosália Monteiro Figueira, grande parte da riqueza do empresário veio de "lucro fácil", proveniente de sua conduta "reprovável": "Demonstrou fascínio incontrolável por riquezas, ambição sem limites que o levou a operar no mercado de capitais de maneira delituosa, com extremo grau de reprovabilidade” com o objetivo de obter “lucro fácil ainda que em prejuízo da coletividade, ‘acreditando’ em seu poder econômico e na impunidade que grande mal tem causado à sociedade brasileira”, afirma.
Essa não é a primeira vez que Eike é condenado. Ele já tem uma sentença de 28 anos de prisão por crimes contra o mercado de capitais e mais 30 anos por outros crimes de corrupção investigados pela Lava Jato. Ele chegou a ser preso, mas recebeu habeas corpus. Ele permanece em liberdade e pode recorrer das decisões.

