SÃO PAULO Em meio a ações do próprio Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em que contesta os altos valores pagos aos magistrados, um juiz de Mato Grosso surprendeu ao ter revelado o valor de seu contracheque do mês passado: cerca de meio milhão de reais. Titular da 6ª Vara de Sinop, a 477 quilômetros de Cuiabá, o juiz Mirko Vicenzo Giannotte recebeu, em valores brutos, R$ 503.928,79. Com descontos, o rendimento foi de R$ 415.693.02.
A remuneração, segundo o Portal da Transparência, foi resultado da soma de R$ 300.283,27 em salário, R$ 137.522,61 em indenizações, além de R$ 40.342,96 em vantagens eventuais e mais R$ 25.779,25 em gratificações.
O rendimento de julho, em valores brutos, é quase oito vezes maior do que recebido pelo magistrado no mês anterior: R$ 65.872,83. Os dados foram revelados pelo site do jornal “O Estado de S. Paulo”.
O Tribunal de Justiça do Mato Grosso informou, por meio da assessoria de imprensa, que o valor pago não foi um erro e divulgará um comunicado com o detalhamento do salário do juiz. De acordo com o órgão, a remuneração foi paga com autorização do CNJ.
O juiz Mirko Vicenzo Giannotte é o mesmo que determinou que a Universidade de São Paulo (USP) fornecesse a substância fosfoetanolamina sintética, conhecida como a pílula que câncer, para um morador de Sinop.

