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Jucá nega manobra e sugere que Zveiter reveja posição sobre denúncia contra Temer

BRASÍLIA - O comando nacional do PMDB enquadrou os deputados para tentar conter defecções no partido em relação à decisão de barrar a denúncia contra o presidente Michel Temer. A Executiva Nacional do PMDB decidiu por unanimidade haver o fechamento de questão e decidiu punir com afastamento de funções partidárias os infiéis por até 90 dias. Mas o presidente da legenda e líder do governo, Romero Jucá (RR) , disse que a decisão não é retroativa e que o deputado Sergio Zveiter - que na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara apresentou parecer a favor da denúncia - pode rever sua posição.

Jucá disse que quem não estiver contente no partido pode deixar a sigla e acrescentou que o que está em discussão não é uma "mera questão na CCJ e sim um ataque à classe política".

— Toda a manifestação é a partir de hoje. Portanto, qualquer decisão contrária a partir de hoje, será avaliada da forma que precisa ser feita. Defendo que ele possa avaliar o posicionamento dele a partir de agora e seguir o partido. Não estamos fazendo nenhum tipo de ação ou punição pretérita. Estamos discutindo o posicionamento daqui para a frente e, daqui para a frente, é uma decisão unânime da Executiva Nacional do partido. Não é manobra. Estamos marcando uma posição partidária. Quem está descumprindo a posição partidária que responda pelos seus atos. Não vou fulanizar, discutir posicionamento pessoal — disse Jucá sobre Zveiter.

O comando do partido deu poderes ao líder da sigla na Câmara, deputado Baleia Rossi (SP), para suspender os parlamentares de funções e encaminhar os casos ao Diretório Nacional e ao Conselho de Ética. Na prática, a ideia é pressionar os deputados. A punição real seria uma "geladeira" por 90 dias, perdendo postos como participação em comissões temáticas da Câmara. Os ministros Moreira Franco (Secretária de Governo) e Leonardo Picciani (Esporte) participaram da reunião, nesta manhã.

Perguntado sobre outros que já apoiam a denúncia, como o deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Jucá disse que não iria "fulanizar", mas deu um recado:

— A partir de agora, o PMDB terá clareza nas suas posições e vai cobrar clareza e firmeza também dos seus parlamentares. Aqueles que se sentirem incomodados, estão à vontade para mudar de partido.

Jucá disse que a Executiva Nacional tomou a decisão para "enfrentar esse absurdo, essa luta política que está se dando na Câmara por conta de um fato que não existe".

— Não estamos discutindo uma mera questão da CCJ e sim um ataque à classe política, um ataque ao processo político brasileiro e isso tem que ser repudiado pelos partidos. O partido tomou um posicionamento de que aqueles que não atuarem em consonância com o partido responderão ao Conselho de Ética, e o líder já tem a prerrogativa de suspender das funções partidárias por 90 dias, exatamente que se cumpra a decisão que o partido está tomando. Foi a primeira vez que o PMDB tomou uma posição para fechar a questão, e, a partir de agora, vamos dar clareza e firmeza às decisões partidárias.

Jucá negou que tenha sido uma "manobra" as duas trocas de hoje na CCJ:

— Não é manobra. estamos marcando uma posição partidária. quem está descumprindo a posição partidária que responda pelos seus atos.

O líder Baleia Rossi disse apenas que iria aguardar o posicionamento de Zveiter e de todos os 63 deputados da bancada nas votações.

— Essa (pressão pela expulsão de Zveiter) é uma decisão que depende do Diretório Nacional. O fechamento de questão mostra uma unidade da bancada federal, mas com apoio unânime do PMDB nacional. Os membros que não seguirem o fechamento de questão ficarão suspensos das atividades partidárias por 90 dias — disse Baleia.

Baleia defendeu a votação em plenário nesta sexta-feira, dia 14 . As bancadas começam a mobilizar parlamentares para permanecer em Brasília.

— Nosso calendário é finalizar amanhã na CCJ e já votarmos no plenário na sexta-feira. Fazendo com que 342 estejam presentes no plenário. Que os deputados estejam presentes para agir com responsabilidade. É incompatível com o momento que estamos vivendo a Câmara entrar em recesso sem deliberar sobre esse assunto — disse o líder do PMDB na Câmara.

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