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Jucá diz que denúncia de Janot será como um seriado

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BRASÍLIA - Enquanto o presidente Michel Temer fazia um pronunciamento atacando o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e rebatendo a denúncia apresentada contra ele, um grupo de cerca de trinta parlamentares, entre líderes e presidentes de partidos, estava reunido na casa do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). A pauta oficial era a reforma política que o Congresso agora corre para aprovar a tempo de valer para as eleições do ano que vem. À saída, os poucos que falaram negaram que a situação de Temer tenha sido debatida. A denúncia apresentada ontem por Janot tem que ser autorizada por 342 dos 513 deputados, antes de ser analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), não quis entrar no mérito da denúncia, mas fez uma crítica velada ao fato de Janot ter decidido fatiar a denúncia, apresentando uma para cada crime.

— Não falamos de denúncia contra o presidente. Eu não vi a denúncia, soube que vai ser uma denúncia a prazo, nós vamos ter capítulos de denúncias, vai ser um seriado. Então, como eu assisto muita série, eu vou comentar só no final da série quando eu vir o capítulo final — ironizou.

Em seguida, o anfitrião Eunício saiu e disse que por mais que fosse difícil de acreditar, os presentes à reunião não conversaram sobre esse tema. E não assistiram ao pronunciamento de Temer.

— Ninguém discutiu, ninguém viu, ninguém ouviu o pronunciamento enquanto discutíamos a reforma. Ainda não tive nenhuma informação sobre isso _ disse.

Diante da insistência dos jornalistas, afirmou que não cabe a ele fazer "juízo de valor" sobre a estratégia de defesa do presidente.

— Não sou advogado de defesa do presidente Michel Temer. Cabe aos advogados do presidente e a ele, como político, como presidente da República, fazer e colocar as posições como ele achar conveniente para sua defesa ou para informação da sociedade brasileira. Não cabe a mim fazer juízo de valor do que ele falou.

Segundo os presentes, a ideia é votar a reforma política nas próximas duas semanas na Câmara. E o Senado avalizaria a decisão dos deputados. O consenso, por enquanto, é com relação à criação de um fundo público para o financiamento de campanhas para 2018, da ordem de R$ 3,5 bilhões. E algum modelo de transição para o ano que vem. O cláusula de barreira e o fim das coligações partidárias em eleições para deputados e vereadores também devem ter acordo, segundo políticos que estiveram no encontro.

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