O Itaú Unibanco realizou uma série de demissões nesta segunda-feira (8), e já desligou cerca de mil funcionários que atuavam no home office ou híbrido. A medida foi tomada após o banco identificar, por meio de sistemas internos, incompatibilidades entre o registro de ponto e a atividade real nos computadores corporativos.
Segundo fontes ligadas ao setor, o monitoramento incluiu dados como tempo de uso dos sistemas, número de cliques, abas abertas e períodos de inatividade. Em alguns casos, foram detectadas até quatro horas sem movimentação, o que o banco considerou como quebra de confiança.
A decisão gerou críticas do Sindicato dos Bancários, que acusa o Itaú de promover demissões em massa sem aviso prévio ou direito à defesa. A entidade afirma que o critério usado não leva em conta falhas técnicas, contextos de saúde ou a complexidade do trabalho remoto.
O Itaú, que tem cerca de 100 mil colaboradores, não confirmou oficialmente o número de desligamentos, mas declarou que a medida faz parte de uma “gestão responsável” para preservar a cultura da empresa.
O caso gerou debates sobre os limites do controle digital no ambiente de trabalho e os impactos da automação na relação entre empresas e funcionários. O sindicato promete intensificar a mobilização nos próximos dias.



