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Inquéritos da delação da Odebrecht estão parados por falta de acesso da PF a sistema interno

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BRASÍLIA — A Polícia Federal pediu nesta segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso aos sistemas Drousys e MyWebDay, onde executivos da Odebrecht registravam parte da propina paga pela empreiteira a políticos no Brasil e no exterior. A falta de informações sobre os dois sistemas obrigou a polícia a suspender as investigações de 33 dos 81 inquéritos abertos só no STF a partir das delações dos executivos da Odebrecht. Os dois sistemas estão vinculados ao acordo de leniência da empreiteira, que tem cláusulas de sigilo até mesmo para a Polícia Federal.

O juiz Sergio Moro, da, da 13ª Vara Federal de Curitiba, já autorizou a PF a fazer perícia nos sistemas. Apesar da decisão dando o aval, fontes da PF dizem que só é possível acessar as informações por meio de uma cópia dos arquivos originais que ficaram na sede da Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília. Ainda assim, os dados só podem ser usados em uma ação contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva — a decisão de Moro foi dada no processo em que o ex-presidente é acusado de receber propina da Odebrecht.

O episódio representa mais uma entre as , que incluem a possibilidade da PF realizar acordos de delação premiada e a diminuição no ritmo das operações.

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