Inmet monitora possível ciclone bomba no Sul do Brasil entre os dias 6 e 8 de agosto (84 caracteres)
O Instituto Nacional de Meteorologia acompanha a evolução de um sistema de baixa pressão que pode dar origem a um ciclone extratropical intenso na região entre Argentina, Uruguai, Sul do Brasil e Oceano Atlântico nos próximos dias. As condições apontadas pelos modelos são favoráveis ao que os meteorologistas chamam de ciclogênese explosiva, também conhecida como bombogênese ou, na linguagem popular, ciclone bomba, fenômeno que ocorre quando um sistema de baixa pressão se intensifica rapidamente em um curto intervalo de tempo.Segundo as previsões do modelo Cosmo, do próprio instituto, o sistema deve começar a se organizar por volta das 9h de quinta-feira, 6 de agosto, a partir de um cavado — uma região alongada de baixa pressão — posicionado sobre o norte da Argentina e o Paraguai.
Esse cavado evolui para um centro de baixa pressão entre o Uruguai e o litoral gaúcho, dando origem ao ciclone extratropical, que nas horas seguintes deve passar por rápida intensificação.
Os números ajudam a dimensionar o processo. A pressão central do sistema pode cair para cerca de 967 hPa na sexta-feira, 7 de agosto, e continuar recuando até aproximadamente 941 hPa no dia 8 — uma queda próxima de 26 hPa em 24 horas, ritmo compatível com a classificação de bombogênese. O instituto projeta que o ciclone atinja a fase mais intensa no sábado, 8 de agosto.Os principais impactos em território brasileiro estão previstos entre os dias 6 e 8 de agosto, concentrados na Região Sul, já que a formação do ciclone favorece o avanço de uma frente fria, com possibilidade de chuva, temporais, descargas elétricas, rajadas de vento e granizo.
Os ventos mais fortes devem se concentrar sobre o Oceano Atlântico, onde as rajadas podem passar de 100 km/h nas áreas próximas ao centro do sistema; na faixa costeira e em pontos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, a expectativa é de rajadas acima de 60 km/h. Também está prevista queda acentuada de temperatura na região.
Apesar do alerta, o Inmet reforça que o cenário ainda não é definitivo. A confirmação do fenômeno depende da evolução observada da pressão atmosférica durante o desenvolvimento do ciclone, o que significa que o monitoramento segue em andamento e não há garantia de que o processo se concretize como projetado. Vale lembrar ainda que o termo "bomba" descreve a velocidade da intensificação, não necessariamente um poder destrutivo maior: os impactos variam conforme a força do sistema e a região atingida



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