BRASÍLIA — Dois sinais dados nesta terça-feira pelo ministro da Secretaria de Governo, (PSDB), foram interpretados pelos deputados tucanos como indicativo de que ele pode seguir o mesmo caminho de e se reaproximar do partido, que prega a saída do governo: um aviso de que não deixará o PSDB e o retorno ao grupo dos parlamentares tucanos no WhatsApp.
A negativa de que deixará o partido foi feita em encontro com o presidente interino do PSDB, Alberto Goldman, e com o secretário-geral Silvio Torres (SP). A hipótese havia sido cogitada após o ministro perder o controle do diretório estadual da Bahia, no fim de semana, para o deputado Jutahy Júnior.
Além de conversar com integrantes da cúpula do PSDB, Imbassahy se encontrou com o presidente Michel Temer, junto com o presidente do Instituto Teotônio Vilela, José Anibal. Goldman disse, após o encontro, que se Temer quiser manter no governo algum ministro ou titulares de outros cargos filiados ao PSDB, não haverá objeção, mesmo que o partido decida sair oficialmente da base do governo
Além disso, Imbassahy voltou a interagir com o grupo dos deputados tucanos no Whatsapp. “Amigos, depois de um longo período estou de volta. Estou no grupo acompanhando o cenário junto com vocês”, escreveu Imbassahy, se licenciou do mandato parlamentar após assumir o ministério.
Antes disso, os deputados foram surpreendido com um aviso de que o ministro havia deixado o grupo, no momento em que os tucanos discutiam com Bruno Araújo sua saída do governo e os próximos passos no partido. Mas logo Imbassahy explicou que tinha dois números de celular no grupo e que tinha apenas retirado um antigo, mas que continuava acompanhando de longe. Ele explicou que ficou afastado para deixar os colegas a vontade para falar do governo, mas ressaltou que estava de volta.
O fim da ausência de Imbassahy no grupo, exatamente no momento da volta de Bruno, foi visto como um sinal de bandeira branca, de reconexão com o partido, já que a pressão pela saída dos tucanos governistas dos ministérios foi mais forte na bancada da Câmara.
— Foi um gesto simpático — comentou o deputado Eduardo Cury (PSDB-SP).

