A Igreja Batista da Lagoinha e a Fundação Oasis ganharam destaque nas investigações do chamado Caso Master após a revelação de que receberam R$ 3,6 milhões por meio das chamadas emendas PIX, mecanismo de transferência direta de recursos públicos.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador Carlos Viana (Podemos-MG) e o Senado Federal prestem esclarecimentos sobre possíveis irregularidades na destinação desses valores.
As quantias foram divididas da seguinte forma:
R$ 1,5 milhão (2019): emenda Pix à Prefeitura de Belo Horizonte com destino carimbado à Fundação Oasis;
R$ 1,47 milhão (2023): repasse à Fundação Oasis de Capim Branco (região metropolitana de BH);
R$ 650,9 mil (2025): novo repasse à filial de Capim Branco.
A suspeita é de que os recursos tenham sido repassados sem a devida transparência e fiscalização, levantando questionamentos sobre a finalidade e a legalidade da operação.
O episódio reacende o debate sobre o uso das emendas PIX, que permitem transferências rápidas de verba pública, mas que vêm sendo criticadas por fragilizar mecanismos de controle e aumentar o risco de desvios.
Além disso, o nome do ex-pastor Fabiano Zettel aparece nas investigações devido à sua ligação com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado por fraudes financeiras, o que amplia as suspeitas sobre possíveis conexões entre a fundação ligada à igreja e o esquema investigado.
Zettel foi preso no curso da operação e pouco depois, a igreja dirigida por ele, a Lagoinha Belvedere, em Belo Horizonte, fechou as portas e encerrou as atividades.

