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iCS: 5 universidades recebem R$ 2,5 mi para estudos sobre relação economia/mudança climática

Estadão

Cinco projetos de pesquisa foram selecionados pelo HUB de Economia e Clima, iniciativa do Instituto Clima e Sociedade (iCS), para receber financiamento e apoio do edital "Clima na Economia: Integrando a Questão Climática à Agenda Econômica". O programa vai destinar R$ 2,5 milhões à produção de conhecimento sobre a relação entre economia e mudanças climáticas no Brasil, com estudos que tratam de desastres climáticos, agricultura familiar, política fiscal verde, investimentos públicos resilientes e adaptação na Amazônia.

O resultado encerrou um processo que recebeu 403 propostas de todo o País e chegou a 11 finalistas. Segundo a coordenação do HUB, os cinco selecionados agora avançam para a etapa de financiamento e desenvolvimento das pesquisas, com foco em gerar conhecimento "orientado à ação" e capaz de subsidiar decisões de governos, empresas e investidores.

A coordenadora do HUB de Economia e Clima, Sarah Irffi, afirmou que a iniciativa busca ampliar a disseminação de conhecimento qualificado, tornando pesquisas acessíveis a diferentes públicos e ajudando a sociedade a compreender os impactos econômicos das mudanças do clima.

"Receber mais de 400 propostas mostrou não apenas o interesse crescente pelo tema, mas também a diversidade de questões econômicas que precisam ser enfrentadas diante das mudanças do clima. Agora, queremos apoiar pesquisas que consigam aproximar o conhecimento científico das decisões concretas, produzindo evidências que possam ser incorporadas por gestores públicos, empresas e investidores", destacou.

Entre os projetos escolhidos, a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) vai investigar impactos microeconômicos de desastres hidrológicos no Rio Grande do Sul, analisando efeitos sobre migração, mercado de trabalho e finanças municipais. O Instituto Federal Goiano (IF Goiano) desenvolverá ferramentas para incorporar riscos climáticos à tomada de decisão na agricultura familiar do Centro-Oeste, com simulador, indicadores, painel digital e recomendações para políticas públicas e crédito rural.

Na agenda macroeconômica, o Instituto de Ciência Tecnológica, Pesquisa, Inovação, Educação e Exportação (ICTEXP) propõe um modelo para avaliar efeitos de políticas fiscais e climáticas em variáveis como PIB, emprego, arrecadação, emissões e desigualdade, além de disponibilizar publicamente um simulador voltado a análises, incluindo precificação de carbono.

Já a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) vai criar um sistema de apoio à decisão para investimentos públicos eficientes e resilientes, com uso de inteligência artificial para integrar dados territoriais, climáticos e econômicos, em projeto iniciado com gestores de Natal e com possibilidade de replicação.

A lista é completada por um projeto da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) voltado à adaptação climática na Amazônia, que pretende ampliar um observatório com dados sobre assentamentos rurais, orçamento e capacidades institucionais municipais, gerando indicadores, diagnósticos, painéis e recomendações para o planejamento climático, informou o HUB.

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