Um homem, de 32 anos, espancou a namorada, de 21 anos, até a morte enquanto faziam sexo a três em uma casa no bairro Alvorada, em Patos de Minas (MG).
Segundo a polícia, o caso aconteceu no último final de semana. A relação a três, com a participação de um segundo homem, foi ideia do namorado da vítima. No dia do crime, o suspeito havia levado dois amigos para a casa com o objetivo de beber e conversar.
Conforme a polícia, o suspeito era muito abusivo e sentiu ciúmes da jovem após ela olhar para os amigos dele. Um dos rapazes foi embora, enquanto o outro permaneceu na casa, momento em que ele decidiu propôr o sexo a três.
"Ele disse que ficou com ciúmes porque ela não parava de olhar para os outros homens. Então, uma hipótese é de que ele tenha provocado uma situação para testar a namorada. Foi quando ele propôs a ela que fizesse sexo com ele, acompanhado do amigo. E ela, talvez com medo de apanhar mais do que já apanhava, aceitou", disse o delegado Luiz Mauro Sampaio, da Delegacia de Patos de Minas, em entrevista ao UOL.
Após iniciarem a relação com a namorada e o amigo, o suspeito se irritou e disse que a jovem não estava fazendo do jeito que ele queria. "A partir daí, ele buscou pedaços de madeira, como cabos de rodos e vassouras, e passou a espancá-la com toda a força. O rapaz que estava com eles ficou com medo de impedir o amigo, pois também foi machucado ao tentar. O suspeito então bateu nela por mais de uma hora, sem parar. Depois, jogou a namorada no quarto ao lado para morrer", explicou Sampaio.
De acordo com a polícia, a testemunha que estava na casa com o casal informou que a jovem ainda estava viva após a sessão de espancamento. Ela foi levada pelo namorado para o quarto ao lado onde continuou a tortura e utilizou um objeto cortante para furá-la em várias partes do corpo.
O suspeito foi preso em flagrante e confessou o crime. Ele estava desempregado e morava em uma casa bancada pela mãe, a quem ele também cometia agressões e até ameaçava. Além de feminicídio, ele pode responder por ocultação de cadáver e sequestro e cárcere privado do homem que participou da relação.

