Mais de 4 mil garrafas de cachaça foram apreendidas nesta segunda-feira (6) em Alagoa Nova, no Brejo da Paraíba, durante uma operação da Polícia Civil que prendeu um homem suspeito de adulterar bebidas com metanol. O caso está ligado à morte de um homem de 32 anos, em Campina Grande, com suspeita de intoxicação pela substância.
Segundo o delegado Danilo Orengo, o suspeito comprava a cachaça em tonéis, envasava o líquido em garrafas na garagem de casa, colocava rótulos e vendia o produto na região. No local, a polícia encontrou tonéis, rótulos e embalagens prontas para comercialização.
Amostras da bebida foram recolhidas e serão analisadas pelo Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC) para confirmar a presença de metanol. O resultado deve sair em até 10 dias. As investigações continuam para identificar a origem do produto adulterado.
Metanol confirmado em bebidas de distribuidora de SP
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, confirmou nesta segunda (6) que laudos periciais atestaram a presença de metanol em bebidas de duas distribuidoras investigadas pela Polícia Civil. As empresas foram alvo de operações na última sexta (3), após suspeitas de adulteração. Os resultados permitem identificar a origem da bebida que causou uma das mortes confirmadas, e os estabelecimentos envolvidos tiveram o registro cassado.
Até esta segunda, o estado registrava 192 casos de contaminação por metanol, sendo 14 confirmados e 178 em investigação, com nove mortes — duas já confirmadas por laudo. O governador de São Paulo descartou a participação do PCC e afirmou que a principal hipótese é o uso da substância para aumentar o volume de bebidas falsificadas. Até o momento, 11 estabelecimentos foram interditados e outros seguem sob investigação.

