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Henrique Meirelles desconversa sobre proteção a grupo de Temer, caso eleito

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O ex-ministro da Fazenda , 72 anos, já disse que a Presidência da República é uma questão de “oportunidade e destino”. Indicado pelo , ele pretende usar a oportunidade para, se eleito, recolocar o país no rumo do crescimento. Seus aliados, porém, esperam que ele assegure alguma tranquilidade ao destino do que ficará sem o foro privilegiado a partir de 31 de dezembro. Sobre esse assunto, ele afirma que só analisará contratações depois de eleito. Ciente do desafio de representar na urna o governo mais impopular da História, Meirelles tenta se descolar de Temer oferecendo aos brasileiros, em troca do voto, as suas realizações na economia. “Eu retirei o Brasil da maior recessão da História”, disse ao GLOBO.

Eu nunca nomeio equipe na véspera. Só depois que eu fui empossado tanto no Banco Central quanto no Ministério da Fazenda é que comecei a montar uma equipe. Vou tomar essa decisão o dia que eu vencer a eleição e começar a compor o Ministério.

Eu não escolho os líderes do país. Agora, a minha biografia é o que reflete a minha história e as minhas atitudes. Fui presidente de uma grande organização internacional no exterior e posava ao lado de líderes do setor empresarial. Voltei ao Brasil, fui a Goiás e posei ao lado de líderes do partido, na época o PSDB. Entrei no Banco Central, posei ao lado do Lula e de ministros dele. Hoje, com toda a satisfação, poso sim ao lado dos líderes do MDB.

Eu sou o candidato da geração do emprego e da renda. Qualquer governo que eu participei, isso é muito facilmente entendido pelo eleitor. Quando a campanha na TV começar a levar aos eleitores a informação sobre tudo que eu já fiz pelo país, o eleitor vai reagir favoravelmente.

Eu vou defender a biografia do que nós fizemos, que é positiva e inquestionável.

Não. A minha biografia já diz. Já tem as respostas para tudo isso. Eu não estou dizendo que vou ou não vou receber. Estou dizendo o que eu já fiz e o que eu faço. Não vou ficar especulando. “Você faria aquilo que o Lula fez? Faria aquilo que os líderes do PSDB fizeram?”. Defendo a minha história pessoal, independentemente de qualquer governo para o qual eu trabalhei.

Eu retirei o Brasil da maior recessão da História. O que ocorreu, no entanto, não tem a ver com recuperação econômica que foi feita, tem a ver com a incerteza eleitoral causada por candidatos de extremos. Um que propõe a volta das políticas que levaram à recessão e ao desemprego e o outro que diz que não entende de economia e vai delegar para alguém o trabalho dele.

A negociação da reforma já foi feita e não precisa voltar atrás. Está no Congresso e eu acho que será aprovada. Os demais temas são projetos que levam ao crescimento econômico, ao aumento do emprego e da renda, ao controle da inflação com juro mais baixo, incluindo autonomia do Banco Central.

É o que já foi negociado com o Congresso. Hoje, o trabalhador que ganha menos não consegue completar 35 anos com carteira assinada. Aposenta por idade, com 65 anos. Aprovada a reforma, aqueles que se aposentam cedo, com altos salários, vão ter que trabalhar mais tempo para aposentar.

É direito do partido propor o candidato que julgar adequado. Porém, sou favorável ao fortalecimento das instituições e que se respeite as decisões da Justiça. O partido pode pleitear, mas é a Justiça que define.

Estou aguardando a decisão final da Justiça para ter uma conclusão.

Acho que compete ao Supremo discutir. Não sou advogado e não pretendo tomar o lugar do Tribunal. No meu plano de governo não consta um plano de alteração de regras penais. Respeitarei o que for decidido.

Simplesmente divulgar a verdade. Eu não gosto de calúnia, não gosto de adjetivos para se ficar tentando classificar adversários, falando informações falsas.

Uma coisa falsa e desinformada. Quando eu morava no exterior, abri a Fundação Sabedoria para deixar a ela, quando eu morrer, uma parte da minha herança para investir em educação no Brasil. Foi feita uma pequena doação nominal para constituir a fundação, tudo declarado à Receita Federal em 2002. Se o ex-governador fosse estudar o assunto, saberia que isso foi suficientemente divulgado no caso Panama Papers e ficou claro que, na realidade, é algo positivo. Quantas pessoas criam uma fundação para financiar educação no Brasil? Quem pode criticar isso?

A intervenção foi uma necessidade. Não havia alternativa naquele momento. O governador mostrou a impossibilidade de enfrentar o problema ante a crise fiscal. Agora, o trabalho será de recuperar a polícia no país. Tem estado que há mais de dez anos não contrata efetivo e nem compra viatura. Não tem polícia que consiga atuar nessas circunstâncias. Então, temos que equipar as polícias.

Aceito apoio de todas as lideranças importantes que queiram me apoiar. Não sou justiceiro e respeito as instituições. Vou aceitar apoio de todos os líderes em condições legais de me apoiar.

Eu sou a favor da lei atual que prevê situações onde isso é justificável.

Eu sou favorável à aplicação da lei atual, uma lei de 2006, que veda a prisão de usuários da maconha. Acho que não deve ser mandar à prisão o usuário, mas tem que se fazer políticas visando desestimular o consumo.

É uma ideia, a princípio, boa. No Brasil, temos um amadurecimento cada vez mais cedo, mas tem que colocar alguma diferenciação entre o crime cometido a partir de 16, 18 e 21 anos.

As pessoas têm direito de exercer a sua preferência. Acho que não pode ser nem propagado nem proibido.

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