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Haddad irá depor sobre denúncia de R$1 milhão de propina para promotor

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SÃO PAULO — A corregedoria do Ministério de São Paulo irá convocar o ex-prefeito da capital, Fernando Haddad (PT), a prestar depoimento em um processo que apura irregularidade cometidas na construção da Arena Corinthians. Já existe uma investigação em curso no MP sobre o tema e Haddad será ouvido para explicar uma denúncia que fez em um texto publicado na última edição da .

Segundo o ex-prefeito, o promotor de Justiça Marcelo Milani teria pedido propina de R$ 1 milhão para não entrar com uma ação contra a iniciativa da Prefeitura de São Paulo, então a cargo de Gilberto Kassab, de abater dívidas com a gestão municipal de quem comprasse títulos da construção do estádio. O valor dos títulos que seriam emitidos pela Prefeitura chegaria a R$420 milhões.

A ação do MP, no entanto, inviabilizou a solução de investimento para o empreendimento. Por causa disso, Corinthians e a empreiteira Odebrecht, responsável pela obra, teriam interpelado Haddad, já prefeito, para que ele comprasse diretamente os títulos e investisse dinheiro público na arena. O petista se recusou.

“Fui informado de que, para não ingressar com a ação judicial, o promotor teria pedido propina de 1 milhão de reais", escreveu Haddad, em seu artigo na Piauí. "Eu respondi que essa informação não mudava o teor da minha decisão, contra a recompra, e que não me restava alternativa como agente público senão levar o fato relatado ao conhecimento da Corregedoria-Geral do Ministério Público, para que fosse devidamente apurado".

Na sequência de seu texto, Haddad afirma que em decorrência da denúncia à Corregedoria, sua gestão teria sofrido uma perseguição do promotor. Como exemplo, citou uma ação de Milani a respeito de multas de trânsito, na qual ele teria tomado decisões distintas quanto à Prefeitura e ao Governo do Estado.

Por meio da assessoria do Ministério Público, o promotor Milani afirmou que não comentará. A Arena Corinthians também já entrou na mira da Lava-Jato, que investiga se houve corrupção e desvio de dinheiro público na obra. Os delatores Marcelo e Emílio Odebrecht afirmam ter feito a arena para satisfazer um desejo do ex-presidente Lula e ter perdido dinheiro com a construção, já que a prefeitura não teria arcado com os R$420 milhões previstos no plano de negócio. O estádio também foi feito graças à liberação, de caráter ainda nebuloso, de um empréstimo do BNDES.

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