Grasso, mais conhecido como Nino , de acordo com depoimento de uma testemunha mantida sob sigilo pelo Ministério Público Estadual (MPE), pedia favores ao grupo na arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e teria dado dinheiro a um dos auditores suspeitos. Antes de assumir, interinamente, a subprefeitura de Pinheiro, ele era chefe de gabinete nesta repartição indicado pelo PV e também foi secretário da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida na gestão do ex-prefeito e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
Além de Nino , outros dois ex-secretários de Kassab (Walter Aluísio Moraes e Sílvio Dias) foram citados nas investigações. De acordo com Haddad, o aparecimento de novos nomes na investigação será tratado com cautela pela Prefeitura de São Paulo. "Vamos proceder com a mesma cautela, afastando dos cargos de confiança e abrindo as sindicâncias para apurar as responsabilidades."
Já com relação às empresas, ele afirmou que a Secretaria de Finanças já possui um calendário para que as companhias sejam chamadas e apresentem a documentação que comprove o recolhimento do tributo devido. "Empresas serão chamadas para apresentar a documentação relacionada, mesmo a empresa que recolheu e pagou por chantagem terá de prestar contas ao Ministério Público (MP). A empresa que não recolheu imposto devido vai ser tratada como inadimplente, o que significa dizer que ela terá de recolher a diferença, acrescida de multa e juros cabíveis", afirmou. "Não haverá nenhum tipo de concessão às empresas", emendou.
Segundo Haddad, ainda não é possível citar quais empresas serão chamadas, pois essa etapa da investigação está sob sigilo. "Mas vamos divulgar todos os dados. As empresas que foram convocadas, depois de diagnosticada a situação, nós iremos a público e vamos expor o nome e a eventual ofensa à legislação", afirmou. O prefeito de São Paulo participou nesta terça-feira do Fórum Sustentabilidade promovido pela revista Exame , em São Paulo.

