"Temos expertise para garantir o direito à manifestação. Se ela for pacífica e legítima, só vamos acompanhar. Mas se houver violência, vamos intervir novamente", declarou o comandante, que concedeu entrevista coletiva com farda manchada de sangue. Roque contou ter levado uma pedrada de um manifestante durante o confronto. Segundo Roque, 320 policiais participaram da operação. Ele não falou em aumento do efetivo para esta sexta.
O manifestante Caio Matins Ferreira, de 19 anos, que se identificou como um dos articuladores do movimento, rebateu o comandante e disse que o grupo só agiu de forma violenta após a polícia lançar bombas de gás lacrimejante. "A construção de barreiras foi natural, pois a gente precisava se defender. Culpamos a polícia pela violência."
O Movimento Passe Livre marcou para esta sexta, às 17h, uma nova manifestação no na zona oeste da capital. A concentração será no Largo da Batata. Pelo menos 32 mil pessoas foram convidadas ao evento pela rede social e, até a 0h10 desta sexta, 1,2 mil pessoas haviam confirmado presença.

