Um dos grupos mais distantes da vacinação é o que mais teve aumento de mortes pelo novo coronavírus no começo de abril.
A Fiocruz analisou os dados das duas primeiras semanas de abril e os comparou com os do início do ano: "A análise aponta que a faixa etária dos mais jovens, de 20 a 29 anos, foi a que registrou maior aumento no número de mortes por Covid: 1.081%", informou a fundação em boletim divulgado nesta sexta-feira, 23.
O maior aumento de número de casos ficou nas idades de 40 a 49 anos. Contando com todas as faixas etárias ao longo do ano, o aumento global foi de 642,80% para os casos e 429,47% para as mortes.
20 a 29 anos - 745,67% (casos) e 1.081,82% (óbitos)
30 a 39 anos - 1.103,49% (casos) e 818,60% (óbitos)
40 a 49 anos - 1.173,75% (casos) e 933,33% (óbitos)
50 a 59 anos - 1.082,69% (casos) e 845,21% (óbitos)
60 a 69 anos - 747,65% (casos) e 571,52% (óbitos)
As taxas de letalidade continuam a subir e conforme a Fiocruz, o número passou de 2% no início do ano para 3% em março, chegando a 4,5% nas duas últimas semanas epidemiológicas.
Conforme o Boletim da Fiocruz, a tendência é que o número diário de mortes por Covid continue duas vezes maior do que o do ano passado.
"Se em 2020 o patamar ficou conhecido pelo óbito diário de 1 mil pessoas, nas próximas semanas este valor pode permanecer em torno de 3 mil óbitos. A alta proporção de testes com resultados positivos revela que o vírus permanece em circulação intensa em todo o país."
"(A atual flexibilização) pode promover a transmissão mais intensa da doença, ao mesmo tempo em que podem ser entendidas erroneamente como o controle da pandemia", alertou.

