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GPS de avião com cocaína descarta decolagem de fazenda da família Maggi

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SÃO PAULO - A análise do GPS da aeronave apreendida no domingo com 653 kg de cocaína em Goiás confirma que o avião passou por Cuiabá e Bolívia e que não decolou da Fazenda Itamarati Norte, no município de Campo Novo de Parecis, no Mato Grosso. O nome da propriedade, que pertence à família do ministro da Agricultura Blairo Maggi, foi citado pelo piloto da aeronave quando ele foi abordado pela Força Aérea do Brasil (FAB), ainda durante o voo. Mas o próprio piloto afirmou, em depoimento à Polícia Federal, que mentiu sobre o plano de voo.

Após checar os dados do GPS, os policiais federais recriaram o caminho feito pela aeronave no domingo, segundo informações da TV Anhanguera, afiliada da Rede Globo. O avião saiu de Cuiabá às 4h e voou até uma cidade na Bolívia, onde chegou às 6h40. Uma hora depois, decolou em direção a Jussara, em Goiás, onde foi interceptado pela FAB.

O piloto Apoena Índio do Brasil Siqueira Rocha e o copiloto Fabiano Júnior da Silva Tomé foram presos na noite de segunda-feira e já prestaram depoimento. Eles confirmaram as informações do GPS e relataram que para dar às autoridades caso fossem abordados. Segundo eles, foi por isso que citaram a fazenda da família Maggi ao serem abordados pela FAB.

Rocha disse, ainda, que receberia R$ 90 mil para fazer o transporte da droga. O copiloto relatou que era o dono da aeronave e que receberia R$ 40 mil pelo serviço.

A empresa Amaggi, responsável pela Fazenda Itamarati Norte, disse, por meio de nota, que “não tem qualquer ligação com a aeronave” e que “não emitiu autorização para pouso/decolagem da mesma em qualquer uma de suas pistas”. De acordo com a empresa, a fazenda tem 11 pistas que podem ser utilizadas por aeronaves.

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