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Governo planeja empregar mil militares nas vistorias em presídios

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Governo planeja empregar mil militares nas vistorias em presídios
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BRASÍLIA — O governo federal planeja empregar cerca de mil militares nas vistorias que serão realizadas nos presídios. A informação é do ministro da Defesa, Raul Jungmann, que admitiu a possibilidade de aumentar o efetivo, caso seja necessário. Ele concede entrevista na manhã desta quarta-feira junto com os comandantes das Forças Armadas sobre a ação, determinada ontem pelo presidente Michel Temer.

— A previsão inicial é em torno de mil homens e cerca de 30 equipes. Como atuamos a partir de demanda, esse número poderá vir a crescer. Temos condições e disponibilidade para acompanhar essa demanda, caso venha a crescer — afirmou Jungmann.

O ministério reservou um orçamento mínimo de R$ 10 milhões para a atividade. Segundo Jungmann, as Forças Armadas estarão prontas para atuar dentro de 8 ou 10 dias.~

O decreto que permite o uso das Forças Armadas em operações de segurança por um período de 12 meses foi publicado nesta quarta-feira no Diário Oficial da União. Segundo o texto, os militares vão trabalhar na “detecção de armas, aparelhos de telefonia móvel, drogas e outros materiais ilícitos”. O governo já havia anunciado na terça que as Forças Armadas estariam a disposição dos governos estaduais para entrar nos presídios e realizar inspeções de rotina. Caberá ao governador de cada estado solicitar as operações nos presídios pelos quais for responsável.

Outra medida - publicada no “Diário Oficial da União” pelo Ministério da Justiça nesta quarta - autoriza a Força Nacional de Segurança a empregar militares e servidores civis que estejam de licença-prêmio em seus órgãos de origem. Segundo texto da portaria, ela visa atender as “constantes demandas de apoio” da Força Nacional feitas pelos governos estaduais.

A adesão dos militares e servidores civis em licença-prêmio é voluntária. Podem fazer parte da Força Nacional policiais militares, policiais civis, policiais rodoviários federais, bombeiros e peritos, que tenham feio treinamento especial no Ministério da Justiça.

As medidas do Governo Federal ocorrem em resposta à crise do sistema penitenciário que assola o país. Mais de 130 presos foram mortos em uma série de rebeliões deflagradas desde o início deste mês. Os presídios com maior número de assassinato foram os de Manaus, Boa Vista e Natal.

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