O governo federal entregou na última sexta-feira (11) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o plano nacional de vacinação contra o novo coronavírus. O documento, de 94 páginas, foi divulgado por determinação do ministro Ricardo Lewandowski.
De acordo o com jornal O Estado de S. Paulo, a iniciativa foi motivada pela declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que declarou que o maior erro político cometido pelo governo até agora foi não se preparar para comprar a vacina contra o novo coronavírus.
De acordo com o governo, a população prioritária para vacinação na primeira fase serão: os trabalhadores de saúde; as pessoas com mais de 80 anos e mais; as pessoas de 75 anos a 79 anos; pessoas de 60 anos ou “mais institucionalizadas”; e indígenas. O número de doses estimada é de 29,9 milhões apenas para essa primeira fase.
“Em um momento inicial, onde não existe ampla disponibilidade da vacina no mercado mundial, o objetivo principal da vacinação é contribuir para a redução de morbidade e mortalidade pela covid-19, de forma que existe a necessidade de se estabelecer grupos prioritários”, afirma o plano.
O governo federal ressaltou que o plano tem caráter preliminar e podem ser alterado de acordo com as indicações da vacina após aprovação da Anvisa, assim como as eventuais contraindicações.
Outros grupos prioritários, como as populações ribeirinhas e quilombolas, que podem ser incluídos no plano nacional de imunização.
De acordo com o governo, o Brasil já garantiu 300 milhões de doses de vacinas covid-19 por meio dos acordos: Fiocruz/AstraZeneca (100,4 milhões de doses, até julho/2020 e mais 30 milhões de doses/mês no segundo semestre); Covax Facility (42,5 milhões de doses) e Pfizer (70 milhões de doses em negociação).



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