O Ministério da Saúde foi o mais atingido pelo novo bloqueio orçamentário anunciado pelo governo federal, com um corte de R$ 1,165 bilhão no quarto bimestre de 2025. Com isso, o total de recursos retidos da pasta neste ano chega a R$ 1,8 bilhão, segundo dados divulgados pelo Ministério do Planejamento.
A medida faz parte do esforço para cumprir as metas do arcabouço fiscal, diante da queda na arrecadação e da desaceleração econômica. No total, o governo já contingenciou R$ 12,1 bilhões em despesas discricionárias — aquelas que não são obrigatórias — em 2025.
Especialistas alertam que o bloqueio pode afetar diretamente programas de atenção básica, campanhas de vacinação, aquisição de medicamentos e repasses para estados e municípios. A Saúde é uma das áreas mais sensíveis a cortes, especialmente em regiões com alta demanda por serviços públicos.
Além da Saúde, os Ministérios das Cidades, Portos e Aeroportos, e Minas e Energia também sofreram cortes. A Educação, por outro lado, permanece preservada desde o terceiro bimestre.
Os órgãos têm até o dia 7 de outubro para indicar quais programas serão diretamente impactados. A expectativa é que os bloqueios sejam executados em duas etapas, previstas para novembro e dezembro.
O Ministério da Saúde ainda não detalhou quais ações serão afetadas, mas entidades do setor já cobram transparência e medidas para evitar prejuízos à população.


