O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou nesta quarta-feira (16) que o horário de verão não será retomado em 2024. Durante reunião com o Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS), foi concluído que não há necessidade de adotar a medida neste verão. Segundo Silveira, a segurança energética está garantida e houve uma leve recuperação na condição hídrica do país.
Embora a proposta de retomada do horário de verão esteja sobre a mesa, uma avaliação mais aprofundada será feita nos próximos meses para decidir sobre a possibilidade de reinstituição a partir de 2025. O ministro ressaltou que a decisão deve considerar os impactos econômicos e energéticos da medida.
Historicamente, o horário de verão é implementado entre outubro/novembro e fevereiro/março, com a expectativa de promover economia no consumo de energia. No entanto, desde 2019, quando foi suspenso pelo então presidente Jair Bolsonaro, a medida não é mais adotada devido a mudanças nos padrões de consumo.
O ONS havia estimado uma economia de R$ 400 milhões se a medida fosse implementada em 2024, podendo chegar a R$ 1,8 bilhão se reestabelecida em 2026. O horário de verão é visto como uma alternativa para aumentar o aproveitamento de energia solar e eólica, reduzindo a necessidade de acionamento de termelétricas mais poluentes.
A eventual retomada da medida requer a revogação do decreto que a suspendeu, o que ainda está sendo analisado pelo governo.

