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'Gêmeos da Federal' chamam a atenção ao lado de Jorge Picciani

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'Gêmeos da Federal' chamam a atenção ao lado de Jorge Picciani
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RIO — Eles acompanham investigados, presos ou suspeitos de fraudes milionárias no país, mas, vez ou outra, agentes da Polícia Federal "roubam a cena" ao aparecer nas fotos da cobertura jornalística sobre operações da instituição. Depois do surgimento de personagens como o "Japonês da Federal" e o "Hipster da Federal", nesta terça-feira, durante a ação para conduzir até a sede da PF o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani, quem chamou atenção foram os "Gêmeos da Federal.

Fotos que mostram o deputado estadual no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, evidenciaram a semelhança física de dois agentes — de óculos escuros, barba cheia e cabelos grisalhos, um em cada lado do peemedebista alvo da operação Cadeia Velha.

A semelhança física entre os agentes chegou a confundir fotógrafos, que cogitaram haver interferência de luz e espelhos nos cliques da chegada de Picciani no aeroporto. Em uma das imagens, os "gêmeos da Federal" cercam o presidente da Alerj.

Primeiro dos agentes a chamar a atenção ao fundo dos registros de prisões e conduções da PF, o "japonês da Federal" ficou conhecido pelo apelido por participar do cumprimento de mandados de busca e apreensão da Operação Lava-Jato. Sempre aparecia em fotos ao lado de presos e logo se tornou símbolo da ação policial contra a corrupção. Uma marchinha de carnaval chegou a ser composta em homenagem ao agente. Máscaras com seu rosto foram distribuídas em manifestação a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em junho do ano passado, o agente Newton Ishii foi preso em uma investigação criminal sobre o contrabando na fronteira do Brasil em Foz do Iguaçu, desbaratada na Operação Sucuri em 2003. Ishii respondia ainda a outros dois outros processos — administrativo e civil — derivados da operação.

Outro policial bonitão também se destacou na operação montada para o depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sergio Moro em Curitiba, em maio deste ano. Jorge Chastallo, do Grupo de Pronta Intervenção da Polícia Federal (GPI), é descrito por colegas da PF como um "cara tranquilo, gente finíssima e bem operacional". Ele é discreto, avesso a fotos e não gosta de aparecer, também segundo os colegas. Muito parecido com o apresentador e modelo Rodrigo Hilbert, o agente chamou atenção quando escoltava o ex-presidente em frente ao prédio da Justiça Federal, onde aconteceu o interrogatório. 

Não é a primeira vez que a investigação acaba por dividir espaço com os agentes legitimados a desenvolvê-la. O policial federal Lucas Soares Dantas Valença ganhou fama após a divulgação das imagens em que aparece participando da escolta do deputado cassado Eduardo Cunha, preso em outubro de 2016. Barbudo e com um coque no alto da cabeça, conhecido como de "man bun". Nas redes sociais, passou a ser chamado de "Hipster da federal", "lenhador" e "policial gato". A fama repentina o levou a dar entrevistas em programas de televisão e também a ter fotos suas que mostram o corpo atlético do agente publicadas nos meios de comunicação.


 

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