BRASÍLIA — O gabinete da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, sofreu uma segunda baixa em pouco mais de um mês. A secretária-geral do Ministério Público da União (MPU), a procuradora da República Zani Cajueiro de Souza, pediu demissão do cargo em conversa com Raquel ocorrida na quarta-feira. A procuradora-geral aceitou o pedido e as duas acertaram a permanência até a chegada de um novo procurador ou procuradora para a função.
Zani desempenhava a função desde a posse de Raquel, em 18 de setembro. Em mensagem enviada aos colegas, ela alegou "divergências" em relação à maneira de trabalhar da procuradora-geral da República. A secretária-geral cuida principalmente de assuntos administrativos da PGR.
Em 22 de setembro, o procurador regional da República Sidney Pessoa Madruga pediu demissão da função de coordenador do Grupo Executivo Nacional da Função Eleitoral (Genafe), aceita pela procuradora-geral. O pedido teve o objetivo de "evitar ilações impróprias e indevidas".
O procurador foi flagrado pela reportagem do jornal "Folha de S. Paulo" numa conversa com a advogada Fernanda Tórtima num restaurante em Brasília. Segundo o jornal, o procurador disse na ocasião que "a tendência" da PGR seria investigar o também procurador regional Eduardo Pellela, ex-chefe de gabinete do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. Tórtima participou do acordo de delação premiada de executivos do grupo J&F, proprietário da JBS.

