A queda de um avião de pequeno porte ocorrida nessa quarta-feira (10), em Marília, no interior de São Paulo, mobilizou funcionários de um clube próximo ao local do acidente. A aeronave caiu e pegou fogo logo após a decolagem, matando os pilotos Gabriel Maloni Mendes da Cruz, de 24 anos, e Henrique Guariente Filho, de 47. Um terceiro ocupante, Pablo Portella Ilwoski, de 28 anos, foi resgatado com vida e encaminhado em estado grave para o hospital.

Testemunhas relataram que ouviram a explosão e correram até o local, onde já encontraram a aeronave tomada pelas chamas e um dos ocupantes ainda preso pelo cinto de segurança.
“Quando chegamos, o incêndio já havia começado. Conseguimos cortar o cinto de segurança e puxá-lo para fora da aeronave”, relatou o auxiliar-geral Ademir Durelo.

Outro funcionário, Mauro Alves Ferreira, afirmou que uma das vítimas fatais ainda pedia ajuda quando eles chegaram, mas estava presa às ferragens e o grupo não conseguiu retirá-lo por conta do fogo, que avançou rapidamente.
Após o resgate, Pablo Portella foi atendido por equipes de emergência e levado ao Hospital das Clínicas de Marília, onde permanece internado em estado grave.
Aeronave tentou retornar ao aeroporto
Segundo a Defesa Civil e a concessionária responsável pelo aeroporto de Marília, o avião havia decolado por volta das 11h13 e tentava retornar ao aeródromo quando caiu.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar o incêndio e realizar o atendimento da ocorrência. Os corpos de Gabriel Maloni e Henrique Guariente foram encontrados carbonizados entre os destroços.
A aeronave, um bimotor modelo Beech Aircraft 58, fabricado em 1985, pertence ao Grupo Ponzan Alimentos. De acordo com registros oficiais, o avião estava com a documentação regular e apto para operação.
As causas do acidente ainda são desconhecidas. A investigação ficará a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).



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