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Funcionário do alto escalão de empresa de telefonia é preso por estuprar menina de nove anos

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Policiais civis do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) prenderam, na manhã desta quarta-feira (18), um alto funcionário de uma empresa de telefoniaapontado como autor de um estupro de vulnerável contra uma garota de 9 anos, em dezembro do ano passado.

Funcionário de empresa de telefonia vai responder por estupro de vulnerável (Foto: Reprodução)

Leonardo Andreata de Alcântara, 28 anos, foi capturado em casa, no Santa Quitéria. Segundo a delegada-titular do Nucria, Aline Manzatto, por volta das 13h30 do último dia 7 de dezembro, ele recolheu a vítima em seu carro, um Ford Fusion, a obrigou a praticar sexo oral e passou as mãos nas partes íntimas dela.

“A menina estava indo para a casa de uma amiga, também no Santa Quitéria, levar um gato. Mas ela se perdeu e por azar acabou pedindo informação justo para o Alcântara, que a obrigou entrar no carro e cometeu a violência sexual, caso contrário ele disse que mataria a família dela”, contou a delegada.

A delegada também comentou a maneira de agir do suspeito, que não é comum. “É difícil de um pedófilo agir dessa forma, no meio da rua, sem planejar o crime, o que nos chamou a atenção. Acreditamos que o abuso aconteceu no período de cinco a dez minutos”, descreveu.

Aline Manzatto explicou ainda que Alcântara  demonstra frieza. “Os familiares dele ficaram estarrecidos, mas ele permanece calado e dizendo que só falará em juízo, sem demonstrar sentimento, o que nos chama atenção”, apontou.

Investigação

Sobre a investigação, a delegada afirmou que a vítima o reconheceu com 100% de certeza. “Tanto pessoalmente quanto por imagens fotográficas. A criança se mostra chocada com o que aconteceu e não titubeia ao dizer que ele foi o autor do estupro”, disse.

Pedofilia

Além do estupro de vulnerável, Alcântara também poderá responder por pedofilia. “Apreendemos computadores em sua casa e encaminhamos para a perícia. Há possibilidade de que encontremos material pornográfico envolvendo menores, como ele mesmo nos contou”, concluiu Aline.

O suspeito trabalhava como analista de sistema e consultor. Por conta da área profissional, ele possivelmente não costumava fazer serviços externos.

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