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Funaro é levado de volta da Papuda para carceragem da PF

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BRASÍLIA - O operador financeiro Lúcio Bolonha Funaro foi transferido de volta do presídio da Papuda para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal nesta segunda-feira. Esta é a segunda vez, desde o início do mês passado, que o operador é levado para a carceragem da polícia, de onde pode sair com mais facilidade para prestar depoimentos. Na semana passada, fontes vinculadas ao caso disseram ao GLOBO que as negociações com vistas a um acordo de delação entre Funaro e o Ministério Público Federal estava em fase final. O acordo só não teria sido assinado porque as duas partes ainda divergiam sobre o prazo de prisão do operador.

Investigadores da Lava-Jato exigiam 12 anos de prisão para o operador. Funaro entendia que, pelas informações oferecidas, teria direito a deixar a cadeia até o fim deste ano. Os investigadores decidiram estabelecer regras mais duras para o operador porque ele só se dispôs a colaborar quando boa parte da suposta estrutura de corrupção a que pertencia já era conhecida da Lava-Jato. Conta também contra Funaro o fato de que este seria o segundo acordo de delação dele. O operador fez acordo de colaboração durante as investigações do mensalão, mas não cumpriu o compromisso de não voltar a cometer crimes.

Eventuais revelações de Funaro podem atingir um expressivo número de políticos, entre eles o presidente Michel Temer. Antes de ser preso, no início de julho do ano passado, Funaro era considerado um dos principais cúmplices dos negócios do ex-deputado Eduardo Cunha e outros políticos do PMDB. Só um dos depoimentos que prestou a Polícia Federal já serviu de base para a prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, um dos dois ministros mais influentes na primeira fase do governo Temer.

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