SÃO PAULO - O deputado estadual do Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro (PP) disse nesta sexta-feira, 12, em seu perfil no Twitter (@flaviobolsonaro), que a juíza executada em Niterói na noite de ontem, Patrícia Acioli, "humilhava" os réus que interrogava e que isso teria contribuído para ela adquirir "desafetos" durante a carreira.
"Que Deus tenha essa juíza, mas a forma absurda e gratuita com que ela humilhava policiais nas sessões contribuiu para ter muitos inimigos", escreveu o político, filho do deputado federal Jair Bolsonaro (PP). Após receber possíveis críticas pelo comentário, ele esclarece: "Repudio a morte da juíza, apenas disse que ela teria muitos inimigos, não pelo exercício da profissão, mas por humilhar gratuitamente réus."
Flávio cita exemplos de reclamações que recebia sobre o suposto tratamento grosso de Patrícia para com os réus. "Cansei de receber em meu gabinete policiais e familiares, incentados (sic) por ela, acusando-a de chamá-los de 'vagabundo' e 'marginal' nas oitivas. (Eu) orientava sempre que deveriam formalizar denúncia no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) contra ela, por abuso de autoridade, nunca para tomar atitude violenta."
