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Feriados com ‘folgão‘ de deputados dificultam votações da reforma da Previdência e ajustes

BRASÍLIA - Apesar do discurso de uma mais enxuta, a terá na prática quatro semanas para votações importantes até o final do ano. O "folgão" a ser dado aos deputados e duas semanas de feriados - 2 e 15 de novembro - encurtam ainda mais o calendário, O presidente da Câmara, deputado (DEM-RJ), disse que na semana de 13 a 17 não haverá votações e que a próxima será dedicada ao pacote de Segurança. Aliados dizem que, quando há vontade política se consegue votar em 24 horas, mas o governo precisa de tempo para recompor a base, o que não tem.

A próxima semana já será curta por causa do feriado do dia 2, e sem a presença de Rodrigo Maia, que nesta sexta-feira à noite inicia uma viagem internacional a Israel, Palestina, Portugal e Itália de uma semana, acompanhado de nove deputados. Ele voltará no domingo (5), a tempo de comandar as votações do Pacote de Segurança.

Aliados e oposição concordam, nos bastidores, que não dá tempo para fazer tudo. O governo terá que priorizar propostas que ajudem a fechar o ano fiscal, na forma de uma enxurrada de medidas provisórias e do projeto do Orçamento da União de 2018 que precisa ser votado pelo Congresso.

Maia disse ao GLOBO que na semana do feriado de 15 será ˜sem votações".

O governo quer aprovar as MPs já em vigor e novas que enviará com medidas econômicas. Muitas destas ideias foram anunciadas, mas não enviadas de fato ao Congresso. O Palácio do Planalto sonha em ver efetivadas a proposta de aumento de contribuição para servidores públicos, por exemplo.

O calendário de dezembro geralmente se resume às negociações orçamentárias e liberação de créditos e emendas represados. O governo precisa tentar fechar a conta com a meta de déficit de R$ 159 bilhões.

Líderes aliados têm lembrado que há medidas provisórias a serem votadas, mas Maia já avisou ao governo que poderá haver "problema" se todo o pacote de medidas de final de ano vier por meio de MPs, porque considera excessivo o número de edições desta forma legal. O governo prefere porque uma MP tem efeitos imediatos.

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