As ameaças foram feitas pela internet e por telefone. Três grupos de ativistas estiveram na fazenda e quiseram ver os animais. Monica explicou que a criação era pequena, com cerca de trinta animais, e voltada para pessoas que gostam de cães. "Eles quiseram ver os cães e usar detectores de chip para confirmar se eram criados para o instituto e nós permitimos. Não temos nada a esconder, mas as ameaças continuam. Estão difamando nosso trabalho, querem forçar uma relação com o instituto que não existe." A fazenda é voltada ao turismo rural há trinta anos e recebe visitas de escolas.
Ativistas que levaram cães do Instituto Royal escondem os animais para evitar que sejam apreendidos e usados como prova do furto, segundo a Polícia Civil. Com a invasão da sede do instituto, foram levados 178 cães, supostamente submetidos a maus tratos - dois foram recuperados. Investigadores do município estiveram na casa de pessoas vistas com os cães em imagens feitas durante a invasão, mas não encontraram os animais. O delegado Marcelo Pontes acredita que os beagles foram repassados a outras pessoas para evitar a apreensão. Se for confirmada, a estratégia pode ser interpretada como obstrução à investigação e resultar até em pedido de prisão.
Até esta terça-feira, 23, tinham sido expedidas intimações para mais de vinte pessoas que serão ouvidas nos inquéritos que apuram a invasão e, também, as denúncias de maus tratos. A promotoria de São Roque do Ministério Público Estadual vai acompanhar as investigações da polícia. Grupos de defesa dos animais continuam mobilizados nas redes sociais contra o uso de cães como cobaias. Uma petição pública pedindo o fechamento do instituto e a proibição de testes com os animais obteve mais de 400 mil assinaturas.
