BRASÍLIA — Cerca de 4 mil armas que estavam apreendidas em fóruns de Justiça do Distrito Federal, Tocantins, Goiás e Minas Gerais, foram destruídas nesta sexta-feira, em Brasília. A ação de destruição atende ao Acordo de Cooperação Técnica assinado pela ministra Cármen Lúcia, presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e o general Villas Bôas, Comandante do Exército. O acordo prevê a destruição de 100 mil armas de fogo e munições, apreendidas em ações das Polícias Militar e Civil, até o final do ano.
O armamento destruído possui perfil diverso, desde armas de caça irregulares, até armas utilizadas em crimes. De acordo com o general Ivan Neiva Filho, diretor de fiscalização de produtos controlados do Exército, a ação também tem como objetivo garantir a segurança das instituições que armazenavam as armas apreendidas:
— Eram armas que estavam armazenadas em Fóruns e Tribunais e por causa disso geravam um risco, pois essas instituições se transformavam em alvos, possíveis de serem atacados para roubo do armamento. Então nosso objetivo foi apoiá-los retirando as armas que já podem ser retiradas, ou seja, que não estão mais em vias de processo — disse o general.
Ainda segundo o general Neiva, cerca de 5% das armas apreendidas podem ser doadas para órgãos de segurança pública:
— Existe uma quantidade que não é destruída e que são passíveis de serem doadas a órgãos de segurança pública. A lei prevê que são alguns tipos de armas longas, que façam parte da lista de material que os órgãos de segurança podem ter, e que estejam em condições de uso — afirmou Neiva.
Antes do Acordo de Cooperação Técnica ser assinado, em 21 de novembro, o Exército registrou a destruição de cerca de 170 mil armas ilegais. Em pouco um mês de vigência do Acordo, o Exército espera destruir 100 mil armas.

