Estudo revela impacto da pandemia no pagamento de contas em atraso no Brasi

Por Portal do Holanda

21/10/2021 10h24 — em Brasil

Foto: Ilustrativa Pixabay

A pandemia impactou o pagamento de contas e boletos no Brasil, foi o que demonstrou o estudo realizado pela Celcoin, uma plataforma de open finance. O estudo considerou o período de janeiro de 2019 a junho de 2021, com análises trimestrais trazendo recortes regionais no Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.

Nesse estudo foram considerados principalmente dois públicos, o público online, aqui chamado de bancarizado, que tem acesso a serviços financeiros através de aplicativos e bancos e o público físico, sub-bancarizados, atendidos pela rede de agentes que atuam com a Rede Celcoin.

No segundo trimestre de 2020, começo da pandemia, houve um crescimento de 29% no percentual de contas pagas em atraso, na comparação com o mesmo período de 2019. A tendência se mantém em 2021, que tem crescimento de 18% em relação a 2020, com maiores índices no Nordeste e entre a população sub-bancarizada.

Ainda no segundo trimestre de 2020, o valor médio pago nos boletos teve redução de 16% na comparação ao mesmo período de 2019. Nas contas de Energia Elétrica e Gás a queda foi de 3%, enquanto Saneamento e Telecomunicações cresceram 2 e 3% respectivamente. Já em 2021, as contas essenciais têm aumento significativo: Energia Elétrica e Gás com 33%, Saneamento com 12% e Telecomunicações, que podem ter serviços cancelados ou reduzidos, tem queda de 4%, quando comparado o segundo trimestre de 2021 com o mesmo período de 2020

O tempo médio de atraso - período entre o vencimento e o pagamento da conta - também foi impactado pela pandemia, chegando a 52 dias no segundo trimestre de 2020. Após o auxílio emergencial, esse tempo teve uma redução de 50%, chegando a 21 dias, média menor que a de 2019 e que se mantém até agora.

Percentual de atraso é em média 5x maior em contas não essenciais

O aumento no atraso está centralizado nas contas não essenciais como cartão de crédito, prestação de serviços, compras online e consórcios (contas de fichas compensação, chamadas popularmente de boletos), que têm o atraso em média 5x maior. O estudo constata que na pandemia, com a diminuição ou perda da renda e o aumento da inflação, o brasileiro priorizou as contas essenciais como luz, saneamento, telecomunicações e gás (contas de concessionárias). Entre as contas essenciais, telecomunicações têm o menor percentual de atrasos.

Nordeste tem maior percentual de atraso

Na comparação com as regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste, o Nordeste tem o maior percentual de contas em atraso, com 17%, e o maior crescimento quando comparado o segundo trimestre de 2020 com o segundo trimestre de 2021, com 30%.


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