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Estudo revela impacto da pandemia no pagamento de contas em atraso no Brasi

Estudo revela impacto da pandemia no pagamento de contas em atraso no Brasi
Estudo revela impacto da pandemia no pagamento de contas em atraso no Brasi

A pandemia impactou o pagamento de contas e boletos no Brasil, foi o que demonstrou o estudo realizado pela Celcoin, uma plataforma de open finance. O estudo considerou o período de janeiro de 2019 a junho de 2021, com análises trimestrais trazendo recortes regionais no Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.

Nesse estudo foram considerados principalmente dois públicos, o público online, aqui chamado de bancarizado, que tem acesso a serviços financeiros através de aplicativos e bancos e o público físico, sub-bancarizados, atendidos pela rede de agentes que atuam com a Rede Celcoin.

No segundo trimestre de 2020, começo da pandemia, houve um crescimento de 29% no percentual de contas pagas em atraso, na comparação com o mesmo período de 2019. A tendência se mantém em 2021, que tem crescimento de 18% em relação a 2020, com maiores índices no Nordeste e entre a população sub-bancarizada.

Ainda no segundo trimestre de 2020, o valor médio pago nos boletos teve redução de 16% na comparação ao mesmo período de 2019. Nas contas de Energia Elétrica e Gás a queda foi de 3%, enquanto Saneamento e Telecomunicações cresceram 2 e 3% respectivamente. Já em 2021, as contas essenciais têm aumento significativo: Energia Elétrica e Gás com 33%, Saneamento com 12% e Telecomunicações, que podem ter serviços cancelados ou reduzidos, tem queda de 4%, quando comparado o segundo trimestre de 2021 com o mesmo período de 2020

O tempo médio de atraso - período entre o vencimento e o pagamento da conta - também foi impactado pela pandemia, chegando a 52 dias no segundo trimestre de 2020. Após o auxílio emergencial, esse tempo teve uma redução de 50%, chegando a 21 dias, média menor que a de 2019 e que se mantém até agora.

Percentual de atraso é em média 5x maior em contas não essenciais

O aumento no atraso está centralizado nas contas não essenciais como cartão de crédito, prestação de serviços, compras online e consórcios (contas de fichas compensação, chamadas popularmente de boletos), que têm o atraso em média 5x maior. O estudo constata que na pandemia, com a diminuição ou perda da renda e o aumento da inflação, o brasileiro priorizou as contas essenciais como luz, saneamento, telecomunicações e gás (contas de concessionárias). Entre as contas essenciais, telecomunicações têm o menor percentual de atrasos.

Nordeste tem maior percentual de atraso

Na comparação com as regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste, o Nordeste tem o maior percentual de contas em atraso, com 17%, e o maior crescimento quando comparado o segundo trimestre de 2020 com o segundo trimestre de 2021, com 30%.

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