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Estudo que impulsionou uso de cloroquina na Covid-19 é despublicado

Estudo que impulsionou uso de cloroquina na Covid-19 é despublicado
Estudo que impulsionou uso de cloroquina na Covid-19 é despublicado

Um estudo de 2020, conduzido por cientistas franceses e que contribuiu para a disseminação do uso de cloroquina no tratamento da Covid-19, foi amplamente rejeitado pela comunidade acadêmica após levantamentos sobre falhas na execução da pesquisa, inclusive por três dos próprios autores.

O artigo intitulado Hydroxychloroquine and azithromycin as a treatment of COVID-19: results of an open-label non-randomized clinical trial (em português, "Hidroxicloroquina e azitromicina como tratamento para a Covid-19: resultados de um estudo clínico aberto não randomizado") foi originalmente publicado na plataforma ScienceDirect, que pertence à Elsevier e agrega mais de 2.500 revistas científicas.

Atualmente, o artigo na plataforma exibe a palavra “retracted” (retirado, em inglês) em letras vermelhas e grandes, o que indica que o estudo foi invalidado devido a falhas significativas que comprometem suas conclusões.

O estudo teve como um de seus autores o médico Didier Raoult, conhecido como defensor da cloroquina, que teve seu registro médico suspenso na França em outubro e ficará impossibilitado de atuar a partir de fevereiro do próximo ano.

Além disso, três dos autores, Johan Courjon, Valérie Giordanengo e Stéphane Honoré, manifestaram “preocupações” sobre a interpretação dos dados e solicitaram a remoção de seus nomes do artigo. Giordanengo questionou ainda a metodologia utilizada nos testes de PCR realizados em diferentes centros, sugerindo que a análise dos dados poderia estar contaminada por diferentes abordagens na interpretação dos resultados.

A Elsevier, em colaboração com a Sociedade Internacional de Quimioterapia Antimicrobiana (ISAC) e com a supervisão do médico Jim Gray, especialista independente em ética de publicação, conduziu uma investigação sobre o estudo. A pesquisa revelou falhas significativas, como a falta de confirmação de aprovação ética antes do recrutamento dos pacientes, o que comprometeu a integridade da pesquisa.

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