Cientistas brasileiros detectaram a presença do Sars-CoV2, pela primeira vez, em um feto abortado por uma mulher que teve um quadro leve da doença durante a gravidez. O estudo foi publicado na "Frontiers in Medicine" nesta semana e as informações foram divulgadas nesta quinta-feira (19) pelo jornal O Estado de S. Paulo.
RNA do vírus já foi encontrado em placenta e em cordão umbilical, mas essa é a primeira vez que se consegue registrar o novo coronavírus em diferentes órgãos, como coração, cérebro, rins e fígado de um feto.
Segundo o Estadão, os cientistas também conseguiram demonstrar que o vírus causou uma infecção pulmonar no bebê, que não resistiu ao aborto. O estudo indica ainda que o feto morreu por causa de uma grave trombose na placenta materna, que interrompeu o fluxo de sangue e oxigênio para a criança.
Houve ainda uma descoberta no pulmão do bebê morto de uma grande quantidade de células de defesa, ou seja, uma resposta inflamatória. A presença dessas células indica que houve, de fato, uma infecção pulmonar causada pelo vírus. Já a trombose tem causas mais complexas.

