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Estudante de 13 anos sofre estupro coletivo por colegas de sala

A estudante de 13 anos estuprada por quatro adolescentes com idades entre 13 e 17 anos, em Águas Lindas de Goiás (GO), tem recebido medicamentos diários para evitar possível contágio por doenças sexualmente transmissíveis e gravidez.

Segundo a polícia, o caso de estupro coletivo começou dentro do Colégio Estadual Paulo Freire, onde vítima e acusados estudavam, na mesma sala. No dia 7 de outubro, a menina foi para a escola, mas, ao chegar lá, soube que não teria aula.

Então, um dos rapazes a convidou para ir à casa de um deles. A menina disse que lhe deram um copo grande de vinho para beber. Em seguida começaram os estupros. Conforme o Boletim de Ocorrência (BO), a menina só lembra flashes do que teria ocorrido, pois estava sob forte efeito de álcool. 

Ainda de acordo com o documento policial, ao perceberem que ela sangrava muito, tiraram a menina da casa e a deixaram na rua. Um conhecido a encontrou alcoolizada e a levou para casa. Quando a mãe chegou, encontrou a filha tomando banho e sangrando muito.

Após esturpo, estudante foi operada

A estudante foi levada pela mãe ao Hospital Municipal de Águas Lindas, mas não conseguiu atendimento porque não tinha ginecologista na unidade médica. Então, seguiram para o Hospital Regional de Ceilândia, onde a menina teve de ser operada. A mãe ficou horrorizada com a situação da filha.

"Minha filha teve que levar cinco pontos. Ela quase morreu de tanto que sangrou. Agora, graças a Deus, ela está bem", disse a mãe. A estudante se recupera em casa e já voltou a frequentar a escola. A mãe preferiu transferi-la de horário para evitar contato com os agressores. O irmão mais velho a leva e busca após as aulas. 

Acusados não foram detidos

De acordo com a mãe da estudante, os acusados não foram detidos porque, de acordo com a polícia, o IML (Instituto Médico Legal) não fez exame de corpo de delito. Apenas após o laudo será possível apreender os acusados que já foram identificados. 

Na tarde desta quarta-feira (16), integrantes do Conselho Tutelar da cidade estiveram no colégio para apurar o caso.

Fonte: Hoje em Dia

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