A embarcação foi tomada por volta das 15 horas por um grupo de estivadores que chegaram em pequenas barcas, atingindo as instalações da empresa, que foram inauguradas na semana passada. O objetivo dos trabalhadores é protestar contra a forma de contratação de estivadores por parte da Embraport, que, seguindo a nova Lei dos Portos, assinada em junho, recruta o pessoal avulso por meio da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e não por intermédio do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo), como fazem os terminais públicos.
Desde segunda-feira, 8, os estivadores realizam uma série de protestos contra a medida. Nesta quinta-feira, eles pretendiam alcançar os portêineres, equipamentos de grande porte que movimentam contêineres dos terminais para os navios. A ação só não foi efetivada porque os seguranças do terminal atiraram para o alto. Ninguém ficou ferido.
Em razão de protesto ser realizado num navio de bandeira internacional, a Polícia Federal (PF) foi acionada e acompanha de perto a situação. Os trabalhadores afirmam que não deixarão o local enquanto não houver acordo com a Embraport sobre o novo regime de contratação. A empresa, por sua vez, afirma que "reconhece o direito democrático de manifestação, mas repudia, com veemência, os atos de violência e agressão". A Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos do Estado, também monitora a situação, que se encontra sob controle.


