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"Estamos perto de um consenso", diz Petrobras sobre licença na Foz do Amazonas

"Estamos perto de um consenso", diz Petrobras sobre licença na Foz do Amazonas
"Estamos perto de um consenso", diz Petrobras sobre licença na Foz do Amazonas

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta sexta-feira (8) que a estatal está próxima de um consenso para obter a licença de exploração na Bacia da Foz do Amazonas. Segundo ela, o dia 12 deste mês poderá ser decisivo para a definição das condições e da data da Autorização Pré-Operacional (APO). “Já conversei pessoalmente com o presidente do Ibama, que está ciente de tudo que estamos apresentando, de todos os condicionamentos operacionais”, declarou.

Magda destacou ainda que a Petrobras está oferecendo o “maior e melhor plano de emergência individual que já se viu na indústria do petróleo em águas profundas no mundo”, embora a autorização ainda não tenha uma data confirmada. A demora na liberação da APO para o bloco FZA-M-59, onde está localizado o poço Morpho, tem gerado impasses. A estatal gasta cerca de R$ 4 milhões por dia para manter a sonda ODN II mobilizada à espera da autorização ambiental.

As declarações foram feitas durante o evento “Energia Delas: Empoderamento Feminino nas Instituições”, promovido pela Petrobras para discutir a presença de mulheres em posições de liderança e a equidade de gênero em instituições públicas e privadas. Durante o encontro, a executiva também comentou sobre outros projetos em análise pela empresa.

Questionada sobre um possível acordo com a British Petroleum (BP) em relação ao campo Bumerangue, no pré-sal da Bacia de Santos, Magda afirmou que qualquer decisão dependerá da atratividade do ativo. A BP anunciou recentemente a descoberta de uma coluna de hidrocarbonetos de 500 metros no bloco, que tem um reservatório de carbonato de alta qualidade com área estimada em mais de 300 quilômetros quadrados. A companhia britânica iniciará análises laboratoriais para avaliar o potencial do campo.

“Estamos satisfeitos com os ativos que já temos. Agora, se houver uma possibilidade real e boa, dentro do que o Brasil considera atrativo, as portas não estão fechadas para esse projeto nem para nenhum outro”, concluiu a presidente da Petrobras.

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