A estagiária Larissa Menegotto, uma das sobreviventes da chacina em uma creche do município de Saudades, em Santa Catarina, contou detalhes macabros ao O Globo do que viu no dia do crime, na última quarta-feira (4).
Larissa, era responsável por preparar o almoço das crianças, mas naquele dia, Mirla Renner, uma das vitimas, se prontificou a fazer. Ela então, foi até uma das salas com o dever de acordar as crianças para a alimentação. Quando estava desempenhando a atividade, Larissa contou que começou a ouvir gritos de desespero, mas a cortina fechada da sala impedia que visse o que estava acontecendo.
Ela deixou as crianças na sala e foi verificar do que se tratava, e logo viu o homem de capuz preto andando pelo corredor. Era Fabiano Kipper, de 18 anos.
"Quando ele me viu, veio caminhando tranquilo (pelo corredor) na minha direção, mas tinha um olhar de ódio, sangue nos olhos, como se eu fosse culpada por algo.", detalhou Larissa ao O Globo. Ela voltou correndo para a sala, em direção à outra porta para pedir socorro. Ele percebeu a intenção da educadora e seguiu pelo corredor para tentar intercepta-la do outro lado, na porta principal da sala, mas viu as crianças e cometeu o crime.
Logo depois, Larissa contou que outros funcionários disseram que Fabiano chegou na creche, e eles acreditavam que seria um dos pais da criança. A professora Keli Aniecevski, de 30 anos, foi a primeira a ser assassinada a facadas pelo suspeito. Ela foi a primeira vítima do criminoso, pouco depois de ele entrar na creche. Em seguida, Mirla Renner, de 20 anos, foi atacada e também não resistiu.

